Neymar reencontra Seleção, torcida e a Copa do Mundo: "Nosso ídolo"
O camisa 10 entrou em campo a 15 minutos do fim na vitória sobre a Escócia
FIFA Quando Carlo Ancelotti chamou Neymar para o campo, a torcida brasileira em Miami vibrou tanto quanto na comemoração dos três gols marcados na vitória contra a Escócia, triunfo que garantiu o primeiro lugar do Grupo C da Copa do Mundo da FIFA 2026™. Aos 30 minutos do segundo tempo, Neymar abraçou Matheus Cunha, que saiu correndo de campo — em desespero — como se seu time estivesse perdendo.
Ele tem 34 anos, um físico diferente e mais lesões no currículo. No entanto, quando entra em campo, projeta ao torcedor a imagem de alguém capaz de decidir partidas.
O jogador do Santos não vestia a camisa da seleção brasileira desde outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão que o afastou dos gramados por quase um ano, durante a quarta rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo, contra o Uruguai. Foram, mais precisamente, 981 dias de separação. "Acho que o desempenho de todos foi importante; jogamos como um time, o que é ótimo. Há muitos pontos positivos, e o retorno do Neymar pode nos ajudar", disse Carlo Ancelotti após a partida.

O Brasil fez uma atuação convincente contra a Escócia. Com uma postura muito mais imponente, pressionou alto e recuperou a bola – o que levou aos seus primeiros dois gols –, encurtou as transições e, o mais importante, encontrou Vinicius em posições favoráveis.
Quando em campo, Neymar se movimentou entre as linhas dos meio-campistas e defensores adversários, replicando o papel desempenhado com muita eficácia por Matheus Cunha. De lá, recebeu a primeira bola que tocou de lado e tentou um drible que acabou não dando certo.
Embora tenha jogado pouco mais de vinte minutos, tocou na bola em diversas ocasiões. Deu passe para Vinicius com a parte externa do pé em uma jogada que quase resultou em gol. Tentou um escanteio fechado que foi afastado. Por fim, chutou, na quina da área à esquerda, com o peito do pé e viu Angus Gunn defender com segurança.
"Muito feliz de, após três anos, vestir a camisa da Seleção mais uma vez. Estou bem fisicamente, graças a Deus. Foi ruim ficar esses dias parados, mas não fiquei totalmente parado. Estou há 25 dias treinando bastante para chegar nos jogos e estar bem. Então estou muito contente, muito feliz. Foi uma mistura de emoções quando entrei. Foram longos dias longe dessa camisa, longe da Seleção, mas graças a Deus deu tudo certo e consegui estar de volta", afirmou.





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