Amazonas FC perde para o Figueirense e se despede da Copa do Brasil
Onça teve a oportunidade de igualar o marcador, mas desperdiçou pênalti no último lance
Larissa Silva Em uma noite de frustração e lágrimas na Arena da Amazônia, o Amazonas FC se despediu da Copa Betano do Brasil na noite desta quinta-feira (12). Diante de um público que compareceu em bom número para apoiar a Onça-pintada, o time aurinegro não conseguiu superar o Figueirense-SC e sofreu uma dura derrota por 1 a 0, com um desfecho digno de roteiro de cinema, mas com final trágico para os donos da casa: um pênalti perdido no último lance da partida.
Desde o apito inicial, o Amazonas FC mostrou a que veio. Impondo seu ritmo e contando com o apoio da torcida, a equipe comandada pelo técnico [Nome do Técnico] dominou as ações ofensivas e criou as melhores oportunidades, especialmente na etapa inicial.
Primeiro tempo de volume e oportunidades perdidas
O time da casa não deu espaços para o Figueirense e trabalhou bem a posse de bola. Aos 40 minutos, a torcida chegou a gritar gol. Em uma trama bem trabalhada pela direita, Iury recebeu e cruzou na medida. A defesa catarinense afastou mal, e a bola sobrou para Rafael Tavares, que, em um mergulho, mandou de carrinho em direção ao gol. Para azar do Amazonas, um zagueiro do Figueirense salvou em cima da linha. No rebote, Erick Varão finalizou, mas viu a marcação travar novamente. A sobra chegou limpa para Rafael Furlan, que, de primeira, mandou por cima do gol, desperdiçando uma chance claríssima de abrir o placar.
O primeiro tempo terminou com a sensação de que o gol do Amazonas era questão de tempo. O Figueirense, por sua vez, pouco produziu e se segurou como pôde na base da marcação firme e dos contra-ataques esporádicos.
Segundo tempo: susto, chances perdidas e o castigo nos minutos finais
Na volta do intervalo, o Figueirense parecia ter ajustado a postura. Logo aos 10 minutos, o time catarinense deu o primeiro aviso. Após uma falha de marcação na intermediária, Lucas Alves arriscou de fora da área, exigindo uma boa defesa do goleiro Renan, que encaixou firme.
A resposta do Amazonas veio rapidamente. Aos 20 minutos, Rafael Furlan cobrou falta com maestria na cabeça de Rafael Vitor. O zagueiro, completamente livre na pequena área, cabeceou para fora, incrivelmente. Foi o segundo "frango" da noite, um erro que se mostraria fatal mais tarde.
Conforme o relógio avançava, o Figueirense foi ganhando confiança. Aos 37 minutos, em um escanteio, a bola sobrou para Felipe Santiago na entrada da área. O meia soltou uma bomba no ângulo, e a bola carimbou o travessão de Renan, fazendo a Arena da Amazônia prender a respiração.
No lance seguinte, o castigo veio. Em mais uma bola parada, a defesa do Amazonas afastou parcialmente, e a bola sobrou novamente para Lucas Alves. Desta vez, o volante não perdoou: dominou no peito e, de primeira, soltou um foguete rasteiro, no canto esquerdo de Renan, que nada pôde fazer. Figueirense 1 a 0.
O drama do apagar das luzes: pênalti perdido e eliminação
Quando tudo parecia perdido, o árbitro marcou pênalti para o Amazonas aos 52 minutos do segundo tempo, após revisão no VAR que apontou toque de mão de um defensor dentro da área. Foi a última cartada da Onça-pintada.
O atacante Ronaldo, uma das referências técnicas do time, chamou a responsabilidade e foi para a cobrança. O silêncio tomou conta da Arena. Na corrida, Ronaldo tentou colocar a bola no ângulo, mas acabou isolando, mandando a bola por cima do gol. Imediatamente após o chute para fora, o árbitro apitou o fim do jogo, decretando a eliminação do Amazonas e a classificação heroica do Figueirense.
Panorama: Fim da linha na Copa e foco total no Barezão
Com este resultado, o Amazonas FC se despede da Copa Betano do Brasil na segunda fase, acumulando um prejuízo esportivo e financeiro. O clube deixa de embolsar a premiação de R$ 2,3 milhões destinada aos times que avançam à terceira fase, ficando apenas com os valores da primeira etapa.
O time aurinegro era o último representante do Amazonas na competição nacional. Com a eliminação, o estado fica sem times na disputa.
Agora, o foco da Onça-pintada se volta completamente para o cenário estadual. A equipe volta a campo na grande final do Barezão Sicredi 2026, onde aguarda o vencedor do confronto entre Nacional e RPE Parintins. As datas das finais ainda serão confirmadas pela Federação Amazonense de Futebol (FAF).
Para o torcedor amazonense, fica o gosto amargo de uma noite que poderia ter sido de festa, mas que terminou com a sensação de dever não cumprido e a necessidade de dar a volta por cima rapidamente para não deixar o título estadual escapar.




COMENTÁRIOS