Portal Namazonia - Completo pra você

Terça, 16 de agosto de 2022
MENU

Ciência & Tecnologia

Segurança de dados em 2022: saiba como funciona e como se proteger

Golpes, vazamentos de dados e extorsões têm assustado brasileiras e brasileiros, mas a tecnologia também pode ser usada para proteção pessoal.

Publicidade
Imagem de capa
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Quem tem um smartphone tem medo. E não é para menos, afinal, com os avanços tecnológicos dos últimos anos, esses aparelhos guardam todas as informações mais básicas dos cidadãos que têm acesso a eles: fotos, localização, documentos particulares e contas bancárias. Mas com novas facilidades vêm novas preocupações e a segurança de dados, antes um assunto dominado apenas por profissionais da tecnologia, passou a ser interesse de todos.

E esse conhecimento é de altíssima relevância pública. Dados publicados pela empresa nacional de segurança na internet, Apura, apontam que os ciberataques a dados bancários cresceram 141% em 2021 em relação ao ano anterior. Porcentagem que se materializa em prejuízos tanto para o consumidor, quanto às instituições.

Para a Especialista em Computação Forense e Perícia Digital e Analista da Qualidade da FPFtech, Bruna Sousa, esse aumento teve íntima relação com a popularização do home office por conta da pandemia e a transformação digital acelerada que isso acarretou. Segundo ela, houve um crescimento de ataques especializados com foco em bancos de dados de grandes instituições governamentais e privadas, oriundos de grupos especializados, atuando de forma anônima e explorando vulnerabilidades:

"Antes as instituições tinham um único núcleo de dados em suas sedes corporativas, o foco da proteção era ali. Com a cultura do home office, os ataques são realizados de diversas maneiras, devido à grande quantidade de portas de entrada criadas, conforme mais dispositivos são conectados remotamente e o aumento do fluxo de dados por meio de plataformas e nuvens ocorre."Ainda de acordo com a Apura, o setor financeiro ocupa a lista dos dez principais alvos dos ataques. Embora figure com apenas 4,3% do total dos crimes - frente aos setores do Governo e Indústria que ocupam ambos com 17,4% o ranking da lista -, é de grande preocupação por lidar com dados tão sensíveis quanto os bancários.

Legislação

Em 14 de agosto de 2020, entrou em vigor no Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. A legislação surgiu como uma forma de padronizar normas e práticas a fim de promover a proteção dos dados pessoais de todo cidadão que esteja no país. Independente do centro de dados da organização estar no exterior, a LGPD deve ser cumprida.

"Essa lei força as organizações a se responsabilizarem pelos dados coletados, fazendo com que elas invistam em boas práticas de segurança e conscientização, evitando o vazamento, e caso ocorra, respondam juridicamente”, explana Bruna.

No entanto, ela entende que, apesar das medidas de segurança tomadas, os cibercriminosos são rápidos na busca de novas maneiras de burlá-las. Por isso, é importante que os cidadãos utilizem a tecnologia a seu favor e saibam se proteger:

"Nunca usar o mesmo e-mail para tudo. Usar um e-mail separado para contas importantes como as contas bancárias. Usar senhas fortes (números, letras e caracteres), aumentar os níveis de segurança da conta. Evitar usar redes não seguras, tipo wifi público, ou desconhecido. Nunca compartilhar sua senha. Verificar se os sites e aplicativos que estão acessando são seguros. Essas pequenas medidas podem gerar grande impacto de proteção aos seus dados pessoais, e são simples de se implementar”, conclui a especialista.

Fonte/Créditos: NM Comunicação

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )