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Domingo, 26 de junho de 2022
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Cultura

O poeta amazonense Thiago de Mello nos deixa aos 95 anos

O homem de 95 anos de vida, poesia e amor pelo ser humano

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O poeta amazonense Thiago de Mello morreu aos 95 anos, nesta sexta-feira (14). Ele faleceu em casa, em Manaus. A causa da morte ainda não foi informada. Suas obras foram traduzidas para mais de trinta idiomas. Seu poema mais conhecido é 'Os Estatutos do Homem', em que o poeta chama a atenção do leitor para os valores simples da natureza humana foi traduzido para vários idiomas e foi declamado em Brasília na Constituição de 1988.

Reconhecido como um ícone da literatura regional, seu poema mais famoso é "Os Estatutos do Homem". Já a publicação mais recente foi o livro "Acerto de Contas", de 2015. Thiago de Mello foi homenageado pela 34º Bienal de São Paulo, em setembro do ano passado. O tema da edição era "Faz escuro mas eu canto", verso escrito pelo poeta em "Madrugada Camponesa", de 1965.

A HISTÓRIA

Amadeu Thiago de Mello nasceu em Porantim do Bom Socorro, município de Barreirinha (interior do Estado do Amazonas), no dia 30 de março de 1926 e é um poeta e tradutor brasileiro. É um dos poetas mais influentes e respeitados no país, reconhecido como um ícone da literatura regional.

Ainda criança, mudou-se com a família para Manaus, onde iniciou seus estudos no Grupo Escolar Barão do Rio Branco e, depois, no Ginásio Pedro II. Dez anos mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1950, ingressou na Faculdade Nacional de Medicina, mas não chegou a concluir o curso para seguir a carreira literária.

Durante a década de 50, colaborou com veículos de oposição ao governo de Getúlio Vargas, fundou a Editora Hipocampo e dirigiu o Departamento Cultural da Prefeitura Municipal da Cidade do Rio de Janeiro. Após um período servindo no Itamarati como agente diplomático de cultura do Brasil na Bolívia e, posteriormente, no Chile (onde conheceu o poeta Pablo Neruda). Em 1965, retorna para o Brasil, porém 3 anos após a sua chegada é perseguido pelo regime militar e se vê forçado a viajar novamente para Santiago (Chile), onde permanece exilado por 10 anos, tempo suficiente para escrever algumas de suas maiores obras que lhe renderam também um prêmio concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, ainda durante o regime militar, tornando-o conhecido internacionalmente como um intelectual engajado na luta pelos Direitos Humanos. Após a sua cassação política, também viajou para vários para vários países, rumando a Europa.

Em homenagem aos seus 80 anos, completados em 2006, foi lançado pela Karmim o CD comemorativo A Criação do Mundo, contendo poemas que o autor produziu nos últimos 56 anos, declamados por ele próprio e musicados por seu irmão mais novo, Gaudêncio.

 

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