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Sábado, 21 de maio de 2022
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Negociações são retomadas em meio a ataques a civis na Ucrânia

Russos ofereceram rotas de fuga aos ucranianos para a Rússia e Belarus

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Autoridades ucranianas afirmaram que uma fábrica de pães foi atingida por um ataque aéreo da Rússia nesta segunda-feira (7), enquanto os negociadores do país se reuniam para discussões com autoridades russas, após rodadas anteriores não terem gerado uma pausa no conflito.

Os corpos de pelo menos 13 civis foram recuperados dos escombros, após a fábrica na cidade de Makariv, na região de Kiev, ter sido atingida, disseram serviços locais de emergência. Cinco pessoas foram resgatadas, das 30 que estariam no local naquele momento. A Reuters não conseguiu verificar o ataque em um primeiro momento.

A Rússia havia oferecido rotas de fuga aos ucranianos para a Rússia e Belarus, sua aliada próxima, nesta segunda-feira, após tentativas de cessar fogo para a retirada de pessoas ao longo do fim de semana terem falhado. Na cidade portuária sitiada de Mariupol, centenas de milhares de pessoas continuam presas, sem comida e água, e sob bombardeios regulares.

Um negociador ucraniano pediu que a Rússia pare o seu ataque à Ucrânia, que, segundo a ONU, fez com que 1,7 milhão de pessoas fugissem para a Europa Central.

“Em alguns minutos, vamos começar a conversar com representantes de um país que realmente acredita que violência em larga escala contra civis é um argumento”, disse o negociador ucraniano Mykhailo Podolyak, no Twitter. “Provem que não é o caso.”

Pela proposta da Rússia, um corredor da capital Kiev levaria a Belarus, aliada da Rússia, e civis de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, seriam direcionados para a Rússia, segundo mapas publicados pela agência de notícias RIA.

“Tentativas dos ucranianos de enganar a Rússia e todo o mundo civilizado... são inúteis desta vez”, disse o ministério de Defesa da Rússia após anunciar os “corredores humanitários”.

Um porta-voz do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse que a proposta da Rússia era “completamente imoral”.

“Eles são cidadãos da Ucrânia, eles deveriam ter o direito de ir para o território da Ucrânia”, disse o porta-voz.

A Rússia nega estar deliberadamente tentando atingir civis. Chama a campanha que iniciou em 24 de fevereiro de “operação militar especial” para desarmar a Ucrânia e retirar líderes que descreve como neonazistas. A Ucrânia e seus aliados ocidentais consideram isso um pretexto para uma invasão que busca conquistar a nação com 44 milhões de pessoas.

Petróleo

Nações ocidentais aplicaram fortes sanções a Moscou para isolá-la do comércio global e agora estão considerando proibir importações de petróleo russo. O preço do petróleo disparou para o patamar mais alto desde 2008, diante da possibilidade de haver menos oferta da Rússia, a maior exportadora do mundo de petróleo e gás.

Ao mesmo tempo, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia disse que as forças russas estavam “começando a acumular recursos para atacar Kiev”, cidade com mais de 3 milhões de habitantes, após dias de progresso lento em sua principal frente, partindo do sul de Belarus.

Em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse à Reuters que o governo russo interromperia as operações se a Ucrânia parasse de lutar, alterasse sua Constituição para declarar neutralidade e reconhecesse a anexação da Crimeia pela Rússia e a independência de regiões tomadas por separatistas apoiados pela Rússia.

Ed Arnold, analista do instituto Royal United Services do Reino Unido, disse que a Rússia precisaria tentar consolidar os ganhos que já conseguiu e dar uma pausa para mobilizar mais forças, a menos que aumente o ritmo do seu ataque.

“Com a atual taxa de baixas da Rússia, temos indicações de que esta operação será insustentável em cerca de três semanas”, disse.

Moscou reconheceu quase 500 mortes entre seus soldados, mas países ocidentais dizem que o número real seria muito maior, e a Ucrânia afirma que estaria na casa dos milhares.

Fonte/Créditos: Por Pavel Polityuk e Carlos Barria - Reuters - Lviv/Irpin (Ucrânia)

Créditos (Imagem de capa): Reuters - Stoyan Nanov

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